Mídia/racismo

Caça às mulatas: GLOBELEZA 2014!!! mais uma bofetada na cara da mulher Negra

10498431-maria-globeleza-2-editorialO “Fantástico” iniciou a temporada de caça às mulatas. No último domingo, lançou o concurso para escolher a nova Globeleza. Dez moças disputam a coroa de Rainha do Carnaval Global. Todas negras. O programa confirma a prática enraizada de limitar a exposição de negros a papéis estereotipados.

Durante as próximas três semanas, elas participarão de uma espécie de gincana até uma ser escolhida pelo público. Neste mesmo período, poucas negras igualmente lindas emprestarão suas imagens para vender margarina, carros, pacotes de viagens ou seguros em anúncios televisivos.

O concurso é um exemplo eloquente de como o negro é tratado na TV brasileira: sempre relegado a papéis secundários ou carregados de clichês, sejam eles negativos ou supostamente positivos, como a alegria ou a malemolência atribuídas às pessoas de cor. Quando estão em evidência, é dançando freneticamente no “Esquenta”, o equivalente televisivo a uma grande festa na senzala.

Outra disputa de beldades promovida pelo mesmo “Fantástico” atesta esta exclusão. O “Menina Fantástica”, concurso para revelar uma top-model, tinha pouquíssimas negras na disputa. Às belas negras, resta o Carnaval e a possibilidade de um reinado até a quarta-feira de Cinzas. Passarela da moda? Só com sorte ou por conta de míseras cotas, como as adotadas no último Fashion Rio.É como se mulher negra e bonita fosse sinônimo de passista de carnaval, apenas.

Uns bons anos atrás li “Carnaval, Malandros e Heróis”, de Roberto DaMatta. Ele aborda, entre outras coisas, as inversões de valores em que o carnaval opera. O machão se veste de mulher e os pobres e iletrados tornam-se reis nas passarelas ou doutores no samba.

Isso ajuda a entender o papel que as aspirantes a Globeleza estão representando atualmente na mídia. A presença delas no “Fantástico” seria apenas uma subversão controlada e temporária da ordem estabelecida.

E enquanto as meninas dançam, o Show da Vida segue seu curso e a cada domingo consolida preconceitos raciais.

Marcos Sacramento, DCM

64 pensamentos sobre “Caça às mulatas: GLOBELEZA 2014!!! mais uma bofetada na cara da mulher Negra

  1. Cara, que coisa chata! Aposto que se colocassem loirinhas e ruivinhas ali, a reclamação seria que há tempos tem uma mulata nas chamadas da Globeleza, e agora estão querendo mudar as coisas e diminuir ainda mais os negros. Pelo amor de Deus, vão procurar o que fazer. Mudem de país, sei lá!

      • Pois é! Vamos todos mudar o país pensando só no próprio umbigo, né! Antes a intolerância era de um lado,a gora é do outro! Até um concurso de “Mulata Globeleza” é taxado de racismo, que mente pequena!

        Levantar bandeira de causas sociais é válido, que pena que sem coerência!

        Olha mais um vídeo para colocar aí do lado da sua página: https://www.youtube.com/watch?v=BqipVJ0FDQE

      • Sempre tem um reaça que não consegue compreender todo o quadro, se limita a enxergar apenas um pequeno fragmento de um todo. E vem com esse papo de que tá tudo certo no Brasil e que os posicionamentos de esquerda são exagerados.

    • CONCORDO PLENAMENTE!!! Que palhaçada!!! O nome disso é complexo de inferioridade, quando uma pessoa negra ganha um concurso dizem que é pq ela é negra e ficaram com pena, quando ela não ganha dizem que foi preconceito, quando dão um título de beleza para uma pessoa negra, reclamam que isso é racismo pois estão separando negros de brancos, se fizerem um título de beleza branca, também reclamariam que estão separando negros de branco… porra que saco! o preconceito está na cabeça de quem diz essas coisas! Preconceito são as cotas raciais em universidade onde classificam que negros são pobres ou não possuem condição de competir intelectualmente com brancos! A gente tem que lutar pela melhoria das escolas públicas e não ficar ai falando esse monte de bobagem sem propósito nenhum!

      • Concordo. Nunca vi por exemplo uma revista só para brancos, como a “Raça” é para os negros. Ou o concurso “beleza branca”. A globeleza é negra porque a Mulata é um personagem símbolo do carnaval. Não é a “dançarina de samba” é a “mulata”. Basta ir a qualquer escolade samba e contar quantas passistas são brancas. Vai achar 2 no máximo.

    • Luis Amaral, vê se entende cara! Faz uma forcinha. Não se trata de questionar o concurso, mas questionar o fato de OS NEGROS SÓ TEREM ESPAÇO NESTES CONCURSOS, OU QUANDO SÃO TRAFICANTES, OU QUANDO SÃO EMPREGADOS. Abra seus olhos, leia o texto e tente entender um pouco, não vai doer. Pode colocar loirinha globeleza, desde que a médica do hospital TAMBÉM seja negra, a madame da novela TAMBÉM seja negra, o dono do hospital TAMBÉM seja negro. Não é MIMIMI, cara, é realidade, tão real que você não consegue enxergar e insiste que o concurso tá tudo bem.

      • eu sou negra,e ao invés de ficar me lamentando ou esperando que alguém mim valorize eu corro atrás.tudo hoje é preconceito ou racismo.talvez algumas se acostumaram serem taxados de coitadinhos e ficam acomodados.o sol nasce para todos,e fica parado não chega a lugar nenhum.

      • Paula, concordo com vc em tudo, so que o negro não se posiciona verdadeiramente quando ele e boicotado quando chega nas grandes empresas quando e indicado pra fazer papeis secundarios nas novelas, pode-se contar em uma das mãos quantos negros de sussesso existem nas novelas e o interessante disto tudo e que nos moramos em um pais quase 100% missigenado e o preconceito parace so aumentar o negro tem parar de abaixar a cabeça e ver que ele e muito competente e bater de frete essa porra desse racismo ridiculo e deixar de ser sucumbido e lutar mais pela igualdade.

    • Também acho, Luis Amaral… eu ia falar exatamente a mesma coisa.
      Dizem colocar as negras sempre nos mesmos papéis… e reclamam.
      O dia que colocarem uma branca vão dizer que estão querendo exterminar sua cultura… e reclamarão!
      Não tem como agradar quem tem complexo de inferioridade. Aff… deixe ser globeleza quem quer se submeter a isso. Sou branca, sou negra, ou mulata… sei lá o que eu sou… mas não participaria dessa palhaçada de ficar pelada.

      • Rosa, agradeço sua mensagem cheia de conteúdo. O dia que souber entrar numa discussão com argumentos e/ou idéias, sabendo que nem todo mundo pensa como você, eu prometo levar você a sério, ok? Até lá, apenas acharei você mimada e tumultuadora, que quer ter sua opinião ganha no grito. Obrigado!

  2. Luis Amaral. Vi o vídeo e o que Morgan Freeman sugere ao combate o racismo. Ele sugere que paramos de qualificar as pessoas pelas cores. Muito interessante essa proposta, pois o preconceito racial estaria resolvido se ninguém mais tocasse no assunto da diferença racial, certo? Parece certo, afinal de contas ninguém mais iria identificar um homem pela cor. Agora eu me pergunto, como seria isso? Agente faria um acordo mundial onde a partir de uma determinada data todos nós iríamos esquecer o motivo de existir mais brancos no poder, ou o motivo de existir um eurocentrismo predominante nas culturas ocidentais, ou esquecer porque acreditamos que médicos negros parecem com empregadas? Apenas esquecer? Ainda sim seria interessante essa ideia do esquecimento, pois tudo estaria resolvido, o negro não questionava mais porque ele é relacionado ao erotismo e o branco à santidade. Entendo que a História foi contada pelos europeus e que como consequência os alunos negros e indígenas vêem a descoberta do Brasil e todo o período colonial pela ótica branca. Sim, não tem nada de errado nisso, afinal eles vieram catequizar os índios e assim fizeram, os poucos que sobraram conheceram as ideias cristãs. O negro também conheceram as ideia cristãs, tanto que alguns esqueceram do candomblé. É, a ideia do esquecimento é ótima, o negro esquece das suas origens e continua sendo associado aos símbolos de dominados, afinal de contas, ele não é mais classificado como um negro e sim como um homem humilde da periferia. Concluo dizendo que seria melhor excluirmos o Dia da Consciência Negra pelo Dia do Esquecimento Negro pois iríamos sempre esquecer do motivo das desigualdades sociais vinculadas à dominação da cultura branca.

    • Luis Amaral. Vi o vídeo do Morgan Freeman e vi o que ele sugere ao combate do racismo. Ele sugere que paremos de qualificar as pessoas pela cor. Nada de homem branco ou negro, apenas homem. Muito interessante essa proposta, pois o preconceito racial estaria resolvido se ninguém mais tocasse no assunto da diferença racial, certo? Parece certo, afinal de contas ninguém mais iria identificar um homem pela cor. Agora eu me pergunto, como seria isso? A gente faria um acordo mundial para definir uma data em que todos nós iríamos esquecer o motivo de existir mais brancos no poder, ou o motivo de existir um eurocentrismo predominante nas culturas ocidentais, ou esquecer porque acreditamos que médicos negros parecem com empregadas? (Não há problema algum em parecer uma empregada, e sim em não parecer um médico). Apenas esquecer? Ainda sim, seria interessante essa ideia do esquecimento, pois tudo estaria resolvido, o negro não questionaria mais o por que dele ser relacionado ao erotismo e o branco à santidade. Analisando esse assunto como sendo apenas consequências históricas, entendo que a História foi contada pelos europeus e que como consequência os alunos negros e indígenas vêem a descoberta do Brasil e todo o período colonial pela ótica branca. Sim, não tem nada de errado nisso, afinal eles vieram catequizar os índios e assim o fizeram, os poucos que sobraram conheceram as ideias cristãs. Os negros também conhecem as ideias cristãs, tanto que alguns esqueceram do candomblé. É, a ideia do esquecimento é ótima, o negro esquece das suas origens e continua sendo associado aos símbolos de dominados, afinal de contas, ele não é mais classificado como um negro e sim como um homem humilde da periferia. Desta forma, seria melhor excluirmos o Dia da Consciência Negra pelo Dia do Esquecimento Negro, pois iríamos sempre esquecer do motivo das desigualdades sociais vinculadas à dominação da cultura branca.

      • Sabe, Simone, eu acho que toda vez que se toca nesse assunto, as opiniões e exemplos citados sempre são os mais extremistas possíveis. Pode ser que eu tenha escrito uma besteira, e até mesmo a minha opinião baseada no vídeo seja uma besteira, na verdade percebo agora, vendo seu comentário. Sempre achei que a grande questão era a diferenciação que se fazia entre as raças.

        Afinal, o que se busca?

        Porque em toda minha vida sempre enxerguei isso como objetivo. Somos todos iguais, temos os mesmos direitos. (Independente de como age a sociedade, eu costumo agir de acordo com a diferença que eu gostaria de fazer no mundo, então, falo só pelos meus atos, não pelos da maioria, ok?)

        Com isso, digo que sempre me choquei com a maneira que as coisas eram conduzidas. Por um lado, “quer ser igual”, mas por outro, exalta cada vez mais a diferença: existe a revista Raça Negra, apóia-se Cotas para Negros… Nunca consegui entender como um grupo que clama tanto por ser igual, se vale tanto de ser diferente.

        Por isso te digo, sem ironias, que talvez eu entenda errado essa questão. E não sou só eu! Você também, aparentemente! De acordo com esse tópico em que estamos discutindo, sobre a mulata Globeleza. Com meus 30 anos, nunca ouvi dizer que samba era coisa de loira, de ruiva, você já? Para mim, sempre foi uam qualidade inerente à mulata! E ao mesmo tempo que você diz que o negro não deve esquecer suas raízes – que eu concordo – esse site afirma que há um racismo na procura pela mulata Globeleza. É isso mesmo, ou eu estou vendo errado?

        Me ajude a entender exatamente a questão, para que eu possa vestir essa camisa da maneira correta, porque pelo visto, estou vestindo errado. Existe cada vez mais respeito a esse grupo, que não é uma minoria como outros. E existe também desrespeito assim como existe desrespeito à mulheres, gays, vegetarianos, gordos, feios e por aí vai. Não é algo inerente apenas aos negros, sabe?

        Desde muito cedo eu prego o respeito e igualdade entre todos. E você acaba de fazer me sentir errado por isso.

      • Luiz Amaral, mas aí é que tá, não há realmente um problema em a Loira ou a ruiva ou a “morena” serem “mulatas” do carnaval. No dia em que elas ocuparem esse espaço igualmente as passarelas ou capas de revistas, enfim, no dia em que o adjetivo “negro” ou “branco” não tiverem nenhuma conotação valorativa, aí sim, teremos alcançado o objetivo de negr@s, branc@s, índi@s e tantos outr@s que só querem viver onde o respeito seja material, e não apenas a letra fria de uma lei cínica.

      • Luis Amaral, obrigada pela oportunidade de dialogar sobre

        esse assunto que é pouco esclarecido nas escolas e nos

        almoços familiares. Então, por que não na internet? Começo

        respondendo a sua pergunta “Afinal, o que se busca?”

        Se busca reduzir ao máximo as desigualdades étnicas. Como

        seria isso? Esse assunto das bolsas é mesmo justo? Afinal

        de contas, todos temos o mesmo potencial intelectual para

        se fazer uma prova da USP e ser aprovado. Por exemplo, uma

        família que não tem condições de pagar uma escola

        particular (de preferência uma particular boa) para o seu

        filho, mas que ensina para ele todos os dias que o caminho

        das conquistas é os estudos. A mãe vira para o seu filho e

        diz: Se você quiser ser alguém na vida, você tem que

        estudar. E então esta criança vai todos os dias para

        aquela escola que faz greve quase todos os anos, que quase

        não tem um professor de química, ou que nem sempre a

        carteira está lá para ele se sentar. Mas esse garoto é

        brasileiro e não desiste nunca. Ele é o orgulho da mãe.

        Ele faz as tarefas e procura ir sempre a biblioteca da

        escola. Isso, quando tem biblioteca na escola. Mas ele é

        brasileiro e não desiste nunca. O tio dele diz: Você tem

        que estudar para ser alguém na vida. Na minha época, eu

        não tinha essas molezas não, porque eu nem tinha caderno.

        Mas você tem tudo.

        Esse garoto é mesmo muito bom. Tão bom quanto um outro

        garoto que também tem uma mãe legal. Mas essa mãe desse

        outro garoto tem dinheiro para o colocar em uma escola

        particular (de preferência uma particular boa) onde

        geralmente existem as professoras de química, e as

        carteiras tem uma cor agradável de se estudar e que não

        faz greve. Na biblioteca dessa escola particular (de

        preferência uma escola particular boa) se encontram vários

        livros, e esse outro garoto que tem a mãe que tem dinheiro

        para uma escola particular de preferência boa, também é

        estudioso e faz todas as tarefas. São histórias de dois

        garotos estudiosos, onde está a desigualdade nisso?

        A desigualdade está na estrutura da escola, está no

        salário da mãe e, dentre outros, principalmente nas

        origens de cada família. Provavelmente a mãe pobre foi

        descendente de um povo escravizado ou dos povos imigrantes

        europeus. Sabemos que ambos foram largamente massacrados

        pelo sistema colonial brasileiro em que enriqueceram a

        corte portuguesa. Nesse período os movimentos de minoria

        tiveram pouca expressão social se comparados a hoje, pois

        os conceitos democráticos quase não faziam justiça legais.

        Em termos jurídicos, é sabido que deveriam indenizar todos

        aqueles escravizados após a abolição da escravatura. Ou,

        no mínimo, deveriam ter pensado em política de inserção

        dos ex-escravos ao novo contexto sócio-econômico. Mas não

        foi isso que foi feito. Simplesmente deixaram o povo negro

        a sua sorte. Neste exato momento houve uma injustiça

        cometida pelos governantes da época. Há quem diga que o

        sistema jurídico da época não contemplasse essa ideia de

        indenização aos negros. Ok! Vamos, então, entender que são

        coisas da História, e discursarmos sobre os dias atuais na

        qual a lei já nos garante uma tentativa real de

        democracia.

        Hoje temos vários sites de discussão sobre questões

        raciais. Já temos até bolsa para entrar na USP. “Afinal, o

        que se busca?” . Busca a desconstrução da inferiorização

        do negro. É fácil perceber que o negro é associado às

        classes pobres porque pouco foi feito por parte dos nossos

        representantes para alterar isso. Uma boa gestão de

        governo passa também por assuntos democráticos. Será que

        existe democracia racial? Quando ligamos a TV e vemos uma

        caça às mulatas dentro de um contexto de inferiorização do

        povo preto, o único pensamento que é reforçado é de que o

        negro é um objeto sexual, já que não se constrói nenhuma

        outra imagem e valorização por outras questões. Há quem

        diga que estão valorizando as mulheres negras. Será mesmo?

        Como pode haver valorização de uma mulher quando ela é

        apenas vinculada ao erotismo? Para finalizar eu reforço a

        minha resposta perante a sua pergunta “Afinal, o que se

        busca?”. Se busca desconstruir o símbolo de que o negro é

        predominantemente erótico, forte, perigoso, etc.. e textos

        como desta página são tentativas de tal objetivo. É preciso ler e se informar, mas acima de tudo, questionar. Deixo aqui uma página interessante sobre essas questões: https://www.facebook.com/Negra.Feminista?ref=stream

      • Então, a questão se resume não a um reclama daqui e reclama de lá. Não. Parece claro que se trata de uma outra questão mais profunda. Que seja a mulata a passista do carnaval. Não se diz aqui que deveria ser uma loira ou uma ruiva. Embora logo mais à frente possam assumir este papel numa boa. O que se diz aqui é porque o estereótipo da negra sambista, em detrimento da beleza negra em outros campos? Ah! No carnaval ela é rainha, mas e nas outras promoções midiáticas, ela é o quê? Então a proposta talvez seja: nós abrimos o leque de passistas para o carnaval se a sociedade abrir o leque de possibilidades para as negras e negros no decorrer do ano todo nos mais variados suportes midiáticos. Que tal? Uma loira sambando rainha no carnaval e uma negra fazendo o comercial da margarina, do shampoo, do condicionador, do carro novo, da roupa de marca, do sapato, da bicicleta, da moto, da viagem ao exterior, do jovem cientista, etc, etc, etc… Acho que poderia ser assim então, no carnaval as outras e no restante de tudo os negros e negras cheios de beleza e graça no Brasil afora. Principalmente nas capitais, sim porque há propagandas regionais. Nós queremos as capitais.

      • Todos nós sabemos do preconceito em geral, mas nesse caso em especial da Globeleza, nao acho que haja preconceito nenhum.O fato é que a negra sabe sambar melhor do que as brancas, simples assim, compara no carnaval as brancas sambando ao lado das negras. Então nesse ponto deveriam se orgulhar. Do mesmo jeito que a mulher latina em geral dança melhor do que as gringas ( Norte Americanas e Europeias), está no nosso sangue. Eu sou brasileira-latina e moro no Canadá e todo mundo acha que eu sei dançar, não tenho vergonha, muito pelo a contrario, tenho orgulho de minhas raízes brasileiras.

    • Luis Amaral, o que é igualdade pra você?

      O princípio da igualdade segundo a nossa constituição:

      Tratar os iguais de maneira igual e os desiguais de maneira desigual.

      Isso explica as cotas, em um país onde há desigualdade de condições de trabalho, educação, etc. Isso explica tudo.

  3. Fale para as mulheres negras não concorrerem ….Sou negro, porém não concordo com tal ponto de vista. Por que ao invés de está criticando os que “praticam racismo”, vocês não vão buscar trabalhar a auto valorização do povo negro? Vejo esta como a maneira desse tipo de coisa não mais acontecer, por que até hoje o que vejo é o negro sendo conivente com as supostas práticas de racismo. Eu não sou conivente com esse tipo de coisa, busquei estudar e pretendo agora passar em um concurso público, e assim conquistar meu espaço, um espaço onde a minha valorização só dependa de mim.
    A crítica é sempre mais prática, que a ação.

  4. O curioso é que eu achava que os movimentos negros buscavam criar uma cultura de valorização e desenvolver a auto-imagem dos negros. Mas quando vejo o programa de maior audiência da televisão brasileira fazendo uma proposta de mostrar a beleza das mulheres negras, ajudando a diminuir a ideia equivocada e ridícula de que a beleza verdadeira é ser loira dos olhos verdes, vocês reclamam.

    Na moral, a coerência mandou lembranças.

    • Perfeita a colocação. Fico pensando se tivessem chamado só pessoas de pele clara, iriam gritar “Absurdo! Racismo!!! Nenhuma negra sambando e representando nosso carnaval e nossas tradições?!?!”. Mas como só tem mulatas, reclamam do mesmo modo, o que não dá pra entender. Parece que, não importa o que façam, sempre vão arrumar um motivo para vitimizar. Inclusive, carnaval é uma festa de origem EUROPÉIA, motivo pelo qual acho até muito legal que tenha ficada associado aos negros no Brasil, nós de fato mudamos a característica de uma festa importada e a fizemos inteiramente brasileira, e hoje não só é nossa maior festa como é a maior do mundo. É ruim associarmos nossas mulatas a isso? Reflitam, pessoas!!!

      • Pois é, hoje em dia tudo vira vitimismo, tudo vira palanque para a pregação racial. Aff, já deu no saco isso!
        PQP, o Brasil é cheio de pardos, somos um país de PARDOS! Os negros são minoria, mas querem cota pra tudo.
        Quer maior vagabundagem do que cota pra negros em concurso?
        Ah…. alguém poderia me responder se existe algum país de primeiro mundo, rico ou minimamente decente de maioria negra?

  5. Concordo mais a culpa não e só deles ,também e da queles que não se assumem como tal se as pessoas negras não se submete se a certos tipos de coisas teríamos mais respeito somo a maioria e podemos mudar !

  6. Só uma pergunta a quem não acha racismo nisso, a quem acha que temos mania de perseguição entre outras coisitas…Ta também acho que somos todos iguais, mas sermos tratados todos iguais ai esta a diferença, não somos, ja que não tem racismo, pq atrizes de cor negra não protagonizam novelas, comerciais( com exceção de governo ) pq não apresentamos programas de tv e muitas vezes quando isso acontece a cor vem sempre primeiro tal atriz negra, tal ator negro, quando é branco não falam assim. só se reclama do que se passa e não gosta, portanto aqueles que acham que não é racismo certas coisas e que somos todos iguais..ta me mostra onde esta essa igualdade que ja sou a primeira da fila para desfrutar e parar de reclamar

  7. foi a coiza mais ridicula que li foi este artigo ai em cima ,….odeio a globo mas ser simbulo de nossa maior festa acho que não é para tanta degradação como vem sendo falado nessa pauta ai de cima …a no menina fantastico um paraense india ,morena foi eleita ,pode ate ser “globeleza’ da globo , mas não deiza de ser um simbulo d enosso carnaval ..acho isso um mania de perceguição ,concerteza ainda há muito racismo por ai , mas tambem não confundão alho com bugalho . o carnaval alem de ser nossa maior festa ..so perde em aldiencia para a final da copa do mundo e abertura de olimpiadas , o nosso carnaval é a terceira maior aldiencia mundial ..e paraquem não sabe . o carnaval é uma fezta negra , de raiz negra , de ritimo negro , ja imaginou escolherem a globeleza uma loura de olhos azuis ou uma chineza de cabelo lizo ….não vejo vergonha em ser mulata de uma vinheta que faz menção a nossa maior festa … mania de perseguição sim … abraços

  8. Se é gostosa é o que importa, viva a cultura, a mpb zomza, o samba do tédio, o funk incriticavel, os rocks cópia, a cultura de litoral imposta pela ditadura do eixo e da mania de brasileiro de querer viver e pensar em coletivo, e não analiticamente..

  9. Olá, saudações!
    Peço licença para expôr minha opinião sobre o artigo e sobre o posicionamento de Simone a Luís.
    Concordo plenamente com Simone Ribeiro e entendo o ponto de vista de Luís Amaral, apesar de não concordar. O racismo é o pior crime cometido pela humanidade; causa genocídio silencioso, amarguras, doenças, desemprego, discriminação…todas as chagas que o indivíduo possa ter ou passar. Ele torna o certo em errado, o justo em injusto e o compreensível no incompreensível.. É muito cruel!! Já leram Vítimas algozes?! Leiam. É isso que ocorre no Brasil, país em questão. O algoz torna-se vítima, culpando aquele que ele tanto tenta reduzir a nada em culpado das sua mazelas. Quando há crítica aos concursos pontuais de beleza negra, não é pelo concurso em sim, mas o porquê do concurso. Estaria a Globo preocupada em elevar a autoestima das meninas e mulheres negras? Estaria a emissora investindo(educação, saúde, lazer, trabalho…) em comunidades pobres para dar poder às mulheres? Após o Carnaval, fora dos botequins, fora dos sambões, das casas de shows, fora do quadradinho que encerra a ‘ beleza exótica’, essas mulheres serão visíveis? Tais mulheres e as que estão do outro lado da telinha, conhecerão e valorizarão a história do seu povo por meio de tal espetáculo?Ora, claro que não!! Tudo bem, tudo bem, a proposta também não é para tanto, é para diversão, mas há de ter uma cabeça pensante por detrás disso, há de pensar que a história d@ negr@ no Brasil não é superficial, há uma dívida histórica e deve haver inteligência e boa vontade em lidar com a nossa etnia.
    Já que é para ficar apenas na superfície, por que não faz tal concurso em outras datas? Seria legal, não? Assim a meninada não relacionaria a beleza negra com a esbórnia. Infelizmente, olha aí a crítica, o intuito é chamar turistas, é carnavalizar, ‘sensualizar’ a festa, já que, a nossa imagem veiculada nas novelas, músicas, literatura, é a da mulher boa de cama, a do remelexo.
    Foi citado que se colocasse moças não negras haveria problema, sim, por certo, mas ratifico, a questão não é essa.
    Luís, você citou que a história do samba está ligada aos negros, que nunca ouvimos dizer que tal coisa seja de loira ou ruiva, mas…olhe a presença cada vez maior de rainhas de bateria de escolas de samba loiras…rs, Será por nada isso?! Aí, não sei, mas, por meus estudos e conversas, já sei das facetas dessa discussão, você poderia dizer: ora, se a negra quer o lugar da loira – cargo de chefia, ser protagonista de novela, ser respeitada, valorizada – por que a loira não pode querer seu lugar também?! rsss…é só uma provocação, viu!
    Mas…o lugar que o branco nos colocou historicamente nem loira nem ruiva nem oriental nem indígena quer. Outra abordagem, mas que fica para a próxima, há quem nos compare com os indígenas, dizem que eles foram dizimados, pura verdade (apesar de nós também sermos, dia a dia), no entanto, não há sentido tal comparação, uma vez que, se for colocar uma menina índia ou descendente e uma afrobrasileira para disputar uma vaga de recepcionista em uma clínica, mesmo essa sendo mais qualificada profissionalmente perderá a vaga para aquela, pois ela não tem um dos atributos classificatórios, o cabelo liso. É cruel, é muito cruel!!
    Voltando, olhem, citei a Globo porque é a empresa responsável pela veiculação do programa, mas, sabemos que o problema, para quem acha que é problema é muito maior do que a empresa, talvez, tenha o tamanho da nação. O estereótipo está aí, ali e acolá.
    Por que não incentiva às meninas a participarem do concurso Top sei lá o quê citado pelo autor do artigo (aquele que só tem meninas não negras)? Aposto que dirão que as meninas é que não se apresentam…rs. Por que não faz uma novela com 99% de negros e negras e esses com poder de mando, poder financeiro, sendo médicos, empresários honestos? Eis uma citação do professor Kabengele Munanga super pertinente à fala de Luís Amaral, acredito que vocês o conheçam : “Muitas vezes o brasileiro chega a dizer ao negro que reage: “você que é complexado, o problema está na sua cabeça”. Ele rejeita a culpa e coloca na própria vítima. Já ouviu falar de crime perfeito? Nosso racismo é um crime perfeito, porque a própria vítima é que é responsável pelo seu racismo, quem comentou não tem nenhum problema.”
    Bom, desculpem-me por tantas letras que insistiram em sair, desculpem-me pelas palavras que insistiram em se transformar em frases..mas…não esqueço deles e delas, não me esqueço e nunca irei me esquecer.
    Beijoooooosss

    • Rapaz…. Há muito tempo que não lia um artigo com tanta propriedade, só nos resta (pobres mortais não-escritores) bater palmas para a sua lucidez e amplitude de pensamento, companheiro. Parabéns e continue nos proporcionando pérolas como essa.

  10. OI?
    Será que ninguém se ateve ao fato de que estas mulheres estão nuas e sambando em rede nacional? Este é o verdadeiro caso a se pensar!
    E não ficar apenas atirando que a exaltação da beleza negra é RACISMO.
    Vamos zelar pela humanidade e não pelo que as pessoas gostam de distinguir como uma “raça”.
    Somos todos humanos e nada mais.
    Vamos nos proteger!

  11. Desculpem, mas não são só as mulheres negras que são colocadas como sexualizadas no Brasil. As mulheres brancas aparecem em propagandas de cerveja como se fossem carne num açougue, quando saímos nas ruas tomamos cantadas até de policiais (isso acontece com brancas, negras e amarelas), quando vamos numa balada e rejeitamos um cara muitas vezes tomamos um xingo. Não são só as mulheres negras as relacionadas ao erotismo, mas as mulheres em geral. Vão dizer que isso não é machismo, preconceito?

  12. Acho que há mesmo muito racismo, mas não somente contra os negros, há oreconceito contra os pobres, contra as mulheres, contra os deficientes, contra os homossexuais que apanham por aí. Sinceramente, já que o assunto é a “Caça as mulatas” acho que elas não deviam se submeter a esse papel e contribuir pra manter esse estereótipo, assim como gostarias que as mulheres brancas parassem de fazer propagandas de cerveja. A exploração da sexualidade feminina é mais um instrumento de submissão , tão horrível quanto o racismo.

  13. O que fizeram com os negros foi terrível. Mas e o que acontece com meninas de todas as cores ainda hoje? O comércio sexual, o leilão de meninas virgens, o trabalho escravo de pessoas de todas as cores, isso é menos terrível? Assistam um filme nacional que se chama “Filhos do Sol. Tenho muitos amigos negros, um dos meus melhores amigos era meu professor de capoeira, negro, e de bem com a vidamas vejo os negros falando como se eles fossem os únicos ferrados nesse mundo e acho mesmo que não é assim.

    • Creio que a questão não é ser um dos únicos ferrados Marina,mas ter todo um contexto histórico que justifique isso,nós negros fomos tirados da nossa terra e postos para servir brancos,e hoje,oque reina na sociedade,são negros servindo brancos,nos papéis mais subordinados possíveis,faça o teste do pescoço,tente encontrar uma quantidade significativa de protagonistas negrxs na tv.A vitimação por parte de alguns extremistas existe sim,sejamos tolerantes quanto a isso,existem sim precedentes pra que essas pessoas ajam assim;o que não podemos negar é a realidade.

      • Quanto ás mulheres no comércio sexual,de fato,isso é terrível,quanto a mulher na sociedade,como um todo,isso é terrível,eu sou mulher, sou feminista esquerdista.Sofremos contemporaneamente,compreendo sua posição em prol de todos,mas a questão do racismo tem muito mais amplitude do que pensamos,não é algo maior,não é algo menor que o escravismo como um todo,mas cara, o nosso povo foi tirado de suas terras,postos em navios portuguêses,trazidos para terras invadidas/em período de colonização,obrigados a rejeitar suas crenças e venerar as crenças deles.Só consigo enchergar os portuguêses como os bárbaros,por essa questão.

  14. Essa matéria é totalmente preconceutuosa. Usa termos como “pessoa de cor”… O que é isso? Todo o ser humano é oportunista e o carnaval assim como o Esquenta é a oportunidade do negro e do pobre aparecer realmente. Tenho certeza que se tivesse uma loira disputando para ser globeleza, muitos iriam criticar, principalmente os negros. Quanto ao programa Esquenta, ele é totalmente realista, quem morou na periferia como eu, sabe do que estou falando. Por isso, tem que mostrar mesmo, tem que mostrar como a periferia se diverte, é a cara do Brasil, somente os preconceituosos se incomodam com isso. Não tem que esconder. Ou vcs querem ver somente novela com um bando de gente rica humilhando o pobre que sempre se coloca em situação de vítima? Sou negra, morei na periferia e também aproveitei as oportunidades que a vida me deu, por isso hoje sou psicóloga, com pós graduação e trabalho em uma grande multinacional. É isso aí meninas, se o sonho de vcs é a dançar, é a fama, aproveitem essa oportunidade que a globo esta patrocinando.

  15. SEM COMENTÁRIO PRA ESSE COMENTÁRIO RIDÍCULO DEMAIS… SE AS PESSOAS PARTICIPAM É PQ QUEREM, NINGUÉM ESTÁ SENDO RIDICULARIZADO, A GLOBELEZA É SINÔNIMO DE BELEZA E ALEGRIA, O QUE REPRESENTA O CARNAVAL, NÃO TEM NADA DE PUTARIA, IGUAL ESSES FUNKS DA VIDA, ESSAS MCs MALACABADAS… É DELICADEZA, SENSUALIDADE E ALEGRIA AO MESMO TEMPO, MUITO MELHOR QUE ESSAS TOP MÓDELS MAGRELAS E FEIAS, SEJA QUAL FOR A COR DELAS… O PROBLEMA É QUE TODO MUNDO GOSTA DE VER TUDO DA MANEIRA MAIS OBSCURA POSSÍVEL…
    POIS ENTRE SER GLOBELEZA E MODELO MAGRELA, APOSTO QUE A MAIORIA DAS BRASILEIRAS PREFERIRIA A PRIMEIRA OPÇÃO…

  16. numa coisa eu concordo, pra haver mudança então as mulatas teriam que não participar do concurso, já pelo que entendi é essa a reclamação ” só tem mulata e negra e não tem branca´” se o concurso está denegrindo a imagem dos negros, boicotem o mesmo e deixem que as loiras tome conta desse cargo. se existe um concurso desses é pq existem mulheres que se sujeitam a tal assim como se sujeitam a ficar peladas em propagandas de cerveja o q denigre em muito a imagem da mulher brasileira. achei o tópico muito racista, pq ao meu ver isso de ter protagonistas negros no lugar de brancos e negros em papeis de comando não passa de racismo também. somos todos iguais, ta certo que os negros tem mais dificuldade de acesso a escolas de qualidade, mas isso também acontece com pessoas brancas com baixo nível de renda e inclusive saem perdendo qd existem cotas para negros. acho td muito racista. reflitam. não pra esquecer o que passou, mas isso não justifica outro racismo, vamos estudar e procurar evoluir independente da cor aí sim td vai mudar.

    • numa coisa eu concordo, para haver mudança então as mulatas teriam que não participar do concurso, já que pelo que entendi é essa a reclamação ” só tem mulata e negra e não tem branca´”. se o concurso está denegrindo a imagem dos negros, boicotem o mesmo e deixem que as loiras tomem conta desse cargo. se existe um concurso desses é pq existem mulheres que se sujeitam a tal, assim como se sujeitam a ficar peladas em propagandas de cerveja, o q denigre em muito a imagem da mulher brasileira. achei o tópico muito racista, pq ao meu ver isso de ter protagonistas negros no lugar de brancos e negros em papeis de comando não passa de racismo também. somos todos iguais, ta certo que os negros tem mais dificuldade de acesso a escolas de qualidade, mas isso também acontece com pessoas brancas com baixo nível de renda e que inclusive saem perdendo qd existem cotas para negros, isso não me parece nada justo e democrático. acho td muito racista. reflitam. não digo pra esquecer o que passou, mas isso não justifica outro racismo, vamos estudar e procurar evoluir independente da cor aí sim td vai mudar.

  17. Vejam este texto de Darcy Ribeiro
    “As atuais classes dominantes brasileiras, feitas de filhos e netos de antigos senhores de escravos, guardam, diante do negro, a mesma atitude de desprezo vil. Para seus pais, o negro escravo, o forro, bem como o mulato, eram mera força energética, como um saco de carvão, que desgastado era facilmente substituído por outro que se comprava. Para seus descendentes, o negro livre, o mulato e o branco pobre são também o que há de mais reles, pela preguiça, pela ignorância, pela criminalidade inatas e inelutáveis. Todos eles são tidos consensualmente como culpados de suas próprias desgraças, explicadas como características da raça e não como resultado da escravidão e da opressão. Essa visão deformada é assimilada também pelos mulatos e até pelos negros que conseguem ascender socialmente, os quais se somam ao contingente branco para discriminar o negro-massa.”

  18. O problema não é concurso, mas o fato de só sermos citados neste período, já que fazemos parte deste país e colaboramos com ele com força de trabalho, mal paga por sinal, em todos os setores da economia.

  19. Eu concordo com ambos os lados, acredito que ás vezes existe o exagero de colocar preconceito em tudo, porém,concordo plenamente que ainda existe uma cultura muito racista que inferioriza os negros e isso é muito explícito na mídia. Quando em uma novela existe apenas um médico negro, e os outros tantos são brancos, quando colocar a Tais Araujo como Helena em uma novela do Manoel Carlos é considerado algo “diferente”. Acredito que quando tiver uma mistura justa,de atores negros e brancos, e isso vale pra outras raças,japoneses, e também padrão estético, como gordas, magras etc. Acho que começaremos a entrar num mundo mais justo sim. E sobre a mulata ser símbolo do carnaval, dá pra entender o motivo, não da mulata , mas da mulher, o carnaval é vendido e mostrado aqui e lá fora, como uma festa de mulheres sensuais, alegres, que sambam e o samba por vez é associada as belas passistas que no geral são mulatas. Eu tendo a ficar em cima do muro mesmo, pois por um lado,eu acho que se pararmos pra analisar, existe injustiça, e preconceito em praticamente tudo o que nos rodeia. Poderíamos avaliar, porque não um homem sambando nu? Porque não uma pessoa gorda? Porque não alguém com deficiência? Os padrões impostos pela sociedade também estão cheio de preconceitos nas entrelinhas. E eu acho que devemos mesmo nos indignar e procurar o mais honesto, o mais justo, que seria o respeito para com todos de forma igual. Mas não sei se isso é possível em um mundo onde o errado, a corrupção impera, e lutar contra tudo acaba sendo lutar contra nada. Se existe um concurso onde muitas meninas mulatas vão, é porque de certa forma elas acham aquilo legal, elas querem se sentir bonita, se mostrarem, terem uma oportunidade de repente na tv ou na dança. Não sei mesmo, se lutar contra isso é a forma mais certa de querer acabar com o preconceito. Talvez ter a mulata ali sambando em época de carnaval, mas ter 5 e não apenas 1 negro na novela, e isso for aumentando cada vez mais, pois é utopia achar que tudo vai melhorar do dia pra noite. Assim como tem acontecido com os gays, eles começaram aos poucos e agora cada vez mais, tem maior visibilidade na mídia, nas novelas, até um dia isso se tornar o que deveria ser desde sempre O NATURAL E NORMAL. O convívio com seres humanos iguais porém diferentes, respeitando uns aos outros.

  20. Também me incomedei com esse “concurso” por que não ter mulheres brancas? Se as negras não são só um objeto de desejo a ser exposto no carnaval (e com ceteza as mulheres negras tem coisas muito mais interessantes a oferecer do que um rebolado durante o carnaval) da mesma forma as brancas tb deveria ter direito a ser simbulo de beleza do carnaval,. aí sim teriamos igualdade de condições. mulheres disputando por sua beleza independente de cor

    principalmente pelo fato da cor não deixar nenhuma mulher mais ou menos bonita e quando digo bonita me refiro a uma beleza que deveria dar direito também às negras ou mulatas de farem propagandas de margarina.

  21. O carnaval deixou de ser cultura quando o natal, dia das mães, dos pais e tantos outros também morreram. O que existe hoje são enunciados de supostos eventos da cultura nacional, que em verdade, carcomidos de sua antiga relação cultural com o povo, só servem para anestesiar a turba consumista de drogas (lamento, mas o álcool é uma delas), de corpos (e nessa tanto faz a cor do produto a ser devorado) e da mentalidade pútrida de consumo cuidadosamente elaborada pela mídia e introjetada pela nossa turba carnavalesca.
    Não li ninguém, nem uma palavra até aqui neste site, argumentando a exposição desse material da foto (um corpo de uma mulher-pandeiro), sendo apresentando como sonho de consumo para nossas crianças brancas, negras, amarelas e vermelhas e o conseqüente impacto que isso desencadeará em suas mentes desprotegidas e, futuramente, sobre o corpinho de boa parte delas.
    Dou os parabéns às mídias pelo excelente trabalho realizado e a todos multiplicadores da ideia, que tomados de algum interesse de caráter escuso ou puramente financeiro, expõe nossos pequeninos à uma carnificina psicológicas de corpos negros, brancos, amarelos e vermelhos.
    Lamento apenas por essa turba, multiétnica, que faminta desde seus anseios mais primários, deixa-se anestesiar por esse grande frigorífico humano.

  22. Morgam Freemam é um imbecil! Quanto o concurso globeleza minha reclamação é relacionanda a grande erotização da TV seja negra ou branca é tudo um mercado de carne.

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