Política e direitos humanos/racismo

A cada três pessoas mortas pela PM de São Paulo, duas são negras, revela estudo!!!

17_MHG_rio_corpoUm estudo inédito encomendado pelo jornal Diário de São Paulo revelou uma triste realidade do estado: a cada três pessoas mortas pela Polícia Militar de São Paulo, duas são negras.

No levantamento feito durante o mês de março deste ano (2013), foram analisadas todas as 331 ocorrências de resistência seguida de morte na capital no passado, 231 delas envolvendo policiais militares em serviço e 61 de folga. As demais estão relacionadas a policiais civis e guardas metropolitanos.

Segundo o jornalista Alvaro Magalhães, que assina a matéria, das 293 pessoas mortas nos 231 casos envolvendo policiais militares, 52% eram pardos e 13% pretos. Os brancos correspondem a 32%. A maior parte dos mortes é de jovens na faixa etária entre 18 a 25 anos (47%), mas também é grande o número de vítimas entre adolescentes de 14 a 17 anos (19%), taxa superior à proporção de infratores em relação ao total dos que praticam crimes.

Nas demais faixas etárias 16% são de pessoas entre 25 a 30 anos, e de 31 a 40 anos, igualmente 16% das mortes. Com mais de 40 anos, apenas 2%.

O levantamento demonstra que o número de negros mortos nessas ocorrências é superior proporcionalmente a presença negra na capital de S. Paulo – que é de cerca de 37% da população de acordo com estudo da Fundação Seade com base no Censo do IBGE 2010 -, e também ao número de presos de cor preta e parda no Estado – cerca de 54%.

O ano de 2012 foi marcado por um recorde de mortos por PMs em S. Paulo, por causa da guerra com o PCC – a facção que controla os presídios paulistas.

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Nota racista

O comando da Polícia, por meio de Nota enviada ao Diário pela Secretaria de Segurança Pública, afirmou que “não procede qualquer insinuação de comportamento racista ou discriminatório por parte de policiais, pois estes são treinados dentro das técnicas mais modernas de policiamento e com uma forte carga horária de direitos humanos”. Na nota a PM também diz que é alta o percentual de policiais militares pretos e pardos.

No final do ano passado, o capitão Ubiratã  Beneducci assinou Nota em que os policiais da  2º Cia da PM de Campinas eram orientados a revistar especialmente jovens “pardos e negros” nas abordagens no bairro do Taquaral.

Por causa da Nota, de teor fortemente racista, a Defensoria Pública de S. Paulo entrou com representação pedindo a instauração de Inquérito contra o comandante da PM – agora respondendendo interinamente pela Coordenação Operacional do 8º Batalhão – e com representação contra a Polícia Militar com base na Lei 14.187/2010, que pune a discriminação na esfera administrativa.

fonte: revista Afro

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