racismo

Caso de racismo em Brasília deixou o país indignado!

Um caso de racismo, em Brasília, chocou o país no mês de maio. O médico e professor universitário Heverton Octacílio de Campos Menezes, 62 anos, xingou uma funcionária de um cinema, a jovem Marina Serafim dos Reis, de 25 anos, dizendo que ela “deveria estar na África cuidando de orangotangos”.
Marina prestou queixa na delegacia, e o médico responderá pelo crime de injúria discriminatória. A polícia diz que Heverton foi identificado pelas imagens do circuito interno do shopping. Ele chegou atrasado para a exibição de um filme, tentou passar à frente de outros clientes e começou a discutir com a atendente.  Em entrevista à TV Globo, Marina disse que se sentiu humilhada e até chorou depois do episódio.
– Me senti muito mal. É triste ser tratada dessa forma sem ter feito nada – afirmou com olhar triste a atendente.
Em reportagem exibida no Fantástico, após o caso ser revelado, o médico foi reconhecido por outras duas pessoas que também já sofrerão agressão verbal dele, anteriormente.
O caso chamou a atenção da OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal), que designou o conselheiro Alberto do Vale Cerqueira para acompanhar a investigação.
O acusado já prestou depoimento, e ao sair da delegacia, leu um comunicado à imprensa, pedindo desculpas à bilheteira. Mas, quando questionado se com o pedido de desculpa ele reconhecia ter cometido um ato racista, o médico preferiu não falar a respeito, dizendo que já tinha dado todas as explicações.
No comunicado, ele diz ser “um médico dedicado integralmente à assistência de todas as nacionalidades e classes sociais”, que sempre teve respeito e consideração por todas as etnias e que é contrário a qualquer tipo de discriminação.
O delegado responsável pelo caso, Marco Antônio de Almeida, afirmou que o médico não respondeu às perguntas feitas pela polícia e se limitou a entregar o comunicado divulgado à imprensa, o que estaria dentro dos seus direitos constitucionais. Mas Almeida garante que as provas são muito fortes e que agora resta apenas produzir um relatório sobre o caso, que será encaminhado à Justiça.
– Essa foi a maneira que ele encontrou para se defender. Ele não quis responder às perguntas por razões de foro íntimo ou por uma questão de melhor estratégia de defesa. Porém as provas são muito robustas, são muito coesas. Não há necessidade de nenhuma informação para chegar à conclusão de que ele praticou sim essas ofensas verbais referentes à raça e à cor da vítima – disse o delegado.

No momento da ação, após xingar a funcionária do cinema, o médico saiu correndo do shopping com medo de represálias.
– Racismo é crime! E é preciso combater atitudes como esta. Um ato assim não pode ficar impune – comentou a senadora Ângela Portela (PT-RR), resumindo a opinião geral de quem acompanha a situação.

fonte: Revista Afro

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