Candomblé

Influência islâmica no Candomblé

Venho por meio desse texto “HUMILDEMENTE” contribuir com esse fórum que considero o melhor local de debate sobre nossa religião aqui na net

Nosso conhecimento da Iorubalândia antes do século XVIII deriva mais de lenda do que história. É de consenso geral,entretanto, que Oyó, que viria a se tornar o mais poderoso dos Estados iorubás, surgiu por volta do ano de 1400 D.C. e que a sua primeira capital, a velha Oyó, foi fundada por essa altura. O soberano detinha o título de Alafin e a dinastia alegava que o fundador de sua linhagem havia sido o neto do mítico Oduduwao Alafin de Oyó gradualmente cresceu em força e autoridade, até haver estendido o seu domínio sobre toda a região iorubá e tornou-se o suserano dos Estados menores quea rodeavam.Em 1700, quando acabava de conquistar o reino vizinho de Daomé, Oyó estava no apogeu de seu poder e, com o ex-poderoso reino do Benin já em declínio, agora dominava toda a região sul e oeste do Baixo Níger.No século XVIII, no entanto, Oyó começou a mostrar sinais de declínio. Seu poder militar era baseado em sua cavalaria e sua prosperidade no comércio terrestre com os estados hauçás. Com o crescimento do comércio marítimo, o comércio terrestre diminuiu em importância e com a importação de armas de fogo papel dominante da cavalaria começou a diminuir. O resultado dessas mudanças foi que os estados no litoral cresciam em estatura, enquanto na Velha Oyó, situada numa região de savana no nordeste e distante do Atlântico, os Alafins encontravam cada vez mais dificuldade de controlá-los. Foi, portanto, um sinal dos tempos quando, no final do século,Daomé se recusou a pagar o seu tributo e Egbá, em outro estado vassalo, jogou fora seu voto de fidelidade completamente.Os iorubás, neste momento, aderiam a uma complexa religião. Apesar de os mestres e missionários muçulmanos já terem aparecido entre eles, o Islão não havia ainda lançado nenhuma raiz real. Além disso, a presença da mosca tsé-tsé havia mantido populações pastoris a distância e, assim, os fulanis não tinham penetrado no país em um número significativo. Se o caminho não tivesse lhes sido aberto,portanto, é inconcebível que os fulanis pudessem ter se estabelecido como a potência dominante em terras iorubás. Foram, no entanto, as dissensões existentes entre os próprios iorubás que tornaram possível aos fulanis fazer exatamente isso.A sudeste da velha Oyó estava a cidade de Ilorin, um importante bastião iorubá governado por um comandante militar chamado Afonjá. Quando o Mallam Dendo, o líder dojihad em Nupe, havia sido expulso de Raba foi em Ilorin que ele encontrou guarida, provavelmente porque Afonjá a esta altura já havia caído sob a influência de um outro erudito fulani,omallam Alimi. Seja como for, a visão que Afonjá, em seguida, adquiriu das qualidades marciais dos fulanis, parece ter-lhe dado a idéia de usá-los nos planos que estava arquitetando. De sua estreita associação com omallam Alimi podemos supor que a nessa época Afonjá teria se convertido ao Islão.Isso por si só seria suficiente para enfraquecer sua lealdade ao Alafin de Oyó, que continuava a venerar deuses pagãos. Além disso, Afonjá era um homem ambicioso, que se irritava com sua posição de vassalo e ansiava se tornar um chefe por direito próprio. Em todo caso, logo após Afonjá ajudar os fulani de Nupe a repelir os seus perseguidores, ele fez um pacto com mallam Alimi para o recrutamento de voluntários fulanis  e hauçás do norte. Ele, sem dúvida, convenceu omallam a acreditar que o seu objetivo era declarar um jihad e estabelecer um emirado muçulmano em Ilorin, que deveria fidelidade a Gwandue Sokoto. Todavia parece mais provável que, na verdade, que se tratasse de apenas parte de um jogo de Afonjá. Se Alimi tinha quaisquer dúvidas sobre os reais motivos de Afonjá, não sabemos, mas não havia nenhuma dúvida sobre o sucesso de seu recrutamento, através do qual ele atraiu para Ilorin grandes números de voluntários fulanis e hauçás. Por volta de 1817, ano da morte do shehu Usman dan Fodio, Afonjá sentiu que chegara sua hora. Desse modo, ele jogou fora suafidelidade ao Alafin e Ilorin declarou-se independente de Oyó.
Alafin imediatamente reagiu, enviando uma expedição punitivacontra ele, mas, com a ajuda de seus aliados muçulmanos,Afonjá venceu os soldados de Oyó e os mandou de volta.A rebelião de Afonjá em Ilorin foi interpretada como umsinal por outros vassalos para abandonar seus votos defidelidade e o Império de Oyó, já fragilizado, começou a quebrar.Em 1821, oAlafin já tinha perdido grande parte de suaautoridade fora da Oyó metropolitana e já não era forte osuficiente para colocar de volta sob seu poder Ilorin ou outrosex-vassalos rebelados. Na história iorubá este foi umdesenvolvimento da maior importância, pois a remoção daautoridade de Oyó iria levar a setenta anos de guerra civil.Em Ilorin, Afonjá manteve boas relações com seus aliadosfulanis e hauçás apenas enquanto Oyó permaneceu um suseranoa ser temido. No entanto, assim que o poder de Oyó ruiu, e aameaça de conquista foi removida, logo surgiram atritos entreAfonjá e seus aliados islamitas. Há duas versões conflitantes deGwandu era um emirado islâmico governado pelo irmão e discípulo fiel de Usman dan Fodio, oerudito Abdullahi dan Fodio.como isso aconteceu. A primeira diz que os combatentes fulanise hauçás recrutados pelomallam Alimi, que assim como osmilitantes reformistas doShehu eram conhecidos como Jama’ah , saiu de controle após sua vitória e começaram asaquear cidades e vilas amigáveis. Uma segunda versão,contudo, defende que eram oAlafin e as elites iorubás que,após a ameaça de Oyó ter sido removida, tentaram negar aos seus aliados os frutos da vitória e expulsá-los do reino que eles haviam ajudado a criar.Há provavelmente verdade em ambas as versões. Entre os voluntários fulanis e hauçás, devem ter existido muitos aventureiros e soldados da fortuna e não seria surpresa se eles fossem culpados de algum saque ou pilhagem. Por outro lado, a motivação de Afonjá parece ter sido a ambição pessoal, e não a devoção ao Islão. Depois que hauçás e fulanis já tinham servido a seus propósitos, ele tentou se livrar deles. Alimi era um soldado e um professor cujos objetivos eram religiosos e não políticos. Enquanto viveu, ele fez o seu melhor para manter seus seguidores sob controle, assim como sua influência moderadora sobre eles. Isso combinado com a modéstia de seus objetivos pessoais, parece ter impedido uma violação aberta dos acordos firmados. Quando ele morreu, em1831, porém, foi sucedido como líder do grupo muçulmano por seu filho, Abdu Salami dan Alimi, que era um homem dotado de muito mais ambições mundanas que seu pai. Afonjá sabia, sem dúvida, com que tipo de homem ele agora teria que lidar e resolveu partir para o ataque contra os imigrantes hauças e fulanis e expulsá-los do reino de uma vez. Para esse fim, ele buscou secretamente o apoio das cidades iorubás vizinhas. Elas, entretanto, não forneceram a ajuda com que ele estava contando e o resultado foi que, quando se confrontaram, Abdu Salami foi capaz de virar a mesa contra ele. Afonjá foi morto no combate que se seguiu e a causa iorubá desabou.Através dessa vitória Abdu Salami se fez mestre de Ilorin. Como seu pai antes dele, ele se voltou para o emirado islâmico de Gwandu, governado por Abdullahi dan Fodio, irmão doShehu, em busca de liderança e proteção. Em troca, ele era agora presenteado com uma bandeira e investido com o título e as regalias de um Emir. O Emirado de Ilorin, assim, surgiu em 1831 já como parte de um império. Abdu Salami não se contentou com os domínios que ele havia arrancado de Afonjá, mas decidiu ampliá-lo, fazendo guerra contra seus vizinhos. Ele foi, geralmente, bem-sucedido,embora incapaz de manter todos os territórios conquistados,obteve muitas vitórias notáveis contra o poder em desintegração de Oyó e seus satélites.Com a expansão da influência de Ilorin na Iorubalândia foi dado um novo fôlego ao Islão entre os iorubás.
 Os moslimes iorubás alistavam-se nas fileiras de Abdu Salami e o fervor proselitista fazia novos conversos na região. Era dentre esses iorubás islamizados que encontravam-se o grosso dos rebeldes islâmicos de Salvador em 1835, durante o levante malê.
O islamismo malê, todavia, teria marcada influência sobre usos e práticas das religiões afro-brasileiras, como o uso de barretes, patuás e vestimentas brancas e o respeito pela sexta-feira
A palavra “malê” vem do iorubái male que tem o significado de “muçulmano”, “moslim”. Esse vocábulo iorubá, por sua vez, é derivado da palavra árabe mu’allim , que designa os letrados eclérigos islâmicos. A palavra hauçámallam (na Bahia “malam”)tem mesma origem e significado.A etimologia do termo alufá já é mais obscura. No parecerde Reichert:“Trata-se, evidentemente de uma classe análoga aos malemi 
Às quatro horas da manhã, depois de estar vestido (camisa fechada, calças, gorro com borla caída, tudo de algodão bemalvo), munido de seu tecebá, um rosário de cinqüenta centímetros de comprimento, composto de noventa e nove contas grossas de madeira, e terminado por uma bola, o fielabria o dia que começava por orações pronunciadas sobre uma pele de carneiro. Era o que se chamava de “fazer sala”.(…) Cada prece era precedida de uma ablução em que o negro deixava sua vestimenta comum e vestia uma longa camisa branca de mangas compridas, chamadas abadá”(BASTIDE, 1985, p. 212).A vestimenta era outro distintivo islâmico na Bahia, juntamente com os amuletos. A idéia islâmica de pureza ritual(tahara ), sem a qual não se pode orar ou mesmo tocar oQur’an ,marcava o uso das vestes brancas envergadas pelos malês. Chamadas abadá, do iorubáagbda , tratavam-se de uma espéciede camisolão comprido, habitualmente feito de pano-da-costa.Diferentemente de seu uso cotidiano na África, na Bahia, devido à perseguição das autoridades, os abadás foram restritos a uma função mais ritual. Os malês os usavam em casa, longe de olhos curiosos, durante suas rezas e outros rituais.
  • Publicado por Dofono de Obaluaie

Um pensamento sobre “Influência islâmica no Candomblé

  1. Be careful.If we believe in muhammed then we discover that muhammad even murdered allah.muhammad said:no more information from allah.So.in islam, allah is dead!By who?By muhammad himself.Worse.in islam, satans speaks.SoIn islam, satans exists.Worse.In islam, only satan exists.Conclusions.In islam, allah is dead but satan is active.No one can deny this.In truh, just outside islam, The Real And original God can exists and be source of life.

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