Candomblé

Candomblé e Umbanda: conheça as principais diferenças.

Aos olhos de leigos, umbanda e candomblé são apenas duas nomenclaturas diferentes que, no fundo, simplesmente significam a mesmo coisa. Porém, as duas palavras representam religiões com diferenças bem claras, que de comum, só tem mesmo as roupas, os atabaques e o uso do transe mediúnico.
As diferenças começam pela origem de cada uma. O candomblé é uma religião africana, que existiu naquela região desde a antiguidade e que chegou ao Brasil trazida pelos escravos. Escravos de diversas tribos continuaram a cultuar no Brasil os orixás negros, suas divindades, e estiveram na origem da criação das chamadas “Casas de Santo” (Ilê). As muitas origens das tribos, e as diversas regiões do Brasil onde se implantaram, são as responsáveis por tantas Nações do Candomblé.
A umbanda, é (até ao momento) a única religião oficial criada no Brasil. Ao contrário do que muitos pensam, ela não foi fundada na Bahia, mas sim no Rio de Janeiro, há quase 100 anos, por volta de 1900, e reúne na sua filosofia, conhecimentos do catolicismo, kardecismo, budismo, islamismo e do próprio candomblé, de onde tirou a forma de vestir dos médiuns (roupas de baianas), o uso dos atabaques (instrumentos de percussão) e a nomenclatura de sete dos Orixás (Oxalá, Iyemonjá, Oxun, Xangô, Oxósse, Exú e Nanã).
A umbanda adaptou também para estes orixás cores diferentes das utilizadas no candomblé. A religião, portanto, advém da mistura católico-feitichista, necessário numa época de grande repressão das religiões africanas no Brasil, em que era proibido o culto dos orixás na sua forma de origem, e esta adaptação tornou-se necessária.
No candomblé, os cânticos são em línguas africanas (ioruba ou banto), dependendo da nação de origem daquele grupo. Os cânticos da umbanda são todos em português. No candomblé o culto é voltado unicamente aos orixás, que são considerados deuses e não espíritos. Na umbanda, espíritos como caboclos, pretos-velhos e ciganos, entre outros fazem parte do culto.
No candomblé, só os orixás podem provocar a possessão. Nenhum outro espírito que tenha vivido na terra, é permitido repetir este fenômeno. Na umbanda, pelo contrário, é permitida a incorporação de qualquer tipo de entidade.
Um dos pontos em que candomblé e umbanda também possuem pontos de vista diferentes é no que se refere ao culto de uma das divindades mais conhecidas popularmente, por tanto se recorrer a ela para a realização de todo o tipo de trabalhos: Exú.
Acompanhe um trecho do livro “Candomblé – A panela do segredo” que explica melhor esta importante e crucial diferença:
É preciso que reconheçamos e respeitemos as diferenças regionais do candomblé, mas devemos também separar as coisas. O candomblé ketu tradicional não cultua pombagira, que é uma entidade comum em alguns terreiros, muito provavelmente por influencia da umbanda.
Convém desfazer a confusão entre Exús (entidades) e Exú (Orixá). Os primeiros que muitas vezes possuem nomes que ressaltam características negativas e assustadoras, (…), são entidades que devem ser respeitadas, que têm o seu valor, mas que não pertencem, de fato, ao candomblé, cabendo à umbanda (ou a quem as cultua) explicar as suas origens e funções.”
As confusões geradas entre as duas religiões são muito comuns. Mas, elas são tão distintas como o catolicismo e o protestantismo. Por causa de inúmero charlatões e pessoas de má fé que simulam incorporações ou os chamados “trabalhos” para receber dinheiro em troca, as duas perderam um pouco de credibilidade ao longo dos anos, porém, são sérias e dignas de respeito.
fonte: revistafro.com

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