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NEGRITUDE E CRISTIANISMO

I. INTRODUÇÃO
A Teologia Negra é uma forma de teologia de libertação.1 Surge com o movimento norte-americano denominado Poder Negro, por volta da década de sessenta. Embora, a luta dos negros contra a opressão nas formas da escravidão e do racismo tenha história registrada desde alguns séculos, é na década de sessenta que o movimento se organiza no sentido da realização de conferências e debates, da redação de documentos, do estabelecimento de metas e estratégias, enfim, da busca de uma identificação própria. Não há um líder específico que possa ser considerado o “pai” do movimento. Martin Luther King Jr., é considerado um importante precursor e James H. Cone, o mais profícuo escritor dentro da Teologia Negra.
O Poder Negro, enquanto movimento, é principalmente uma resposta à opressão dos brancos que dominam a sociedade em todos os seus aspectos, o chamado Poder Branco. O fim da escravidão não implicou no fim do racismo e a opressão assumiu novas formas.
Os escravos foram libertos em 1863, mas a nação se recusou a dar-lhes terra para dar sentido à sua emancipação (…) Nas palavras de Frederick Douglas, a emancipação tornou os escravos “livres para a fome, livres para o inverno e para as chuvas do céu…livres sem um teto para os cobrir, sem pão para comer, sem terra para cultivar…Nós lhes demos liberdade e fome ao mesmo tempo”.2
Os negros não têm acesso à política e ao poder, de modo que não podem dialogar com a sociedade, nem expressar suas idéias e assim contribuir de forma igual na sua formação; há disparidades nos sistemas de saúde, ensino, habitação e trabalho, uma vez que as oportunidades não são iguais para negros e brancos, o que gera uma diferença no nível de vida sócio-econômico entre as raças; a cultura negra foi suplantada pela cultura branca; na religião há franca discriminação e imposição teológica que causa divisão em igrejas negras e igrejas brancas. Para o Poder Negro, os brancos falharam na missão de promover uma sociedade digna, justa e igualitária. Devido a esse colapso social, os negros passam a questionar e a reivindicar a posição do Poder Branco e crêem ser e ter a solução para o caos em que se encontra essa sociedade.
Para o Poder Negro, o Poder Branco e a consciência negra estão corrompidos. O Poder Branco é poder sem consciência, enquanto a consciência negra é consciência sem poder.3 Daí, o Poder Negro apela à consciência do Poder Branco expondo o seu fracasso (pecado) enquanto governo e religião, exigindo arrependimento e restituição, e procura dar poder à consciência negra, resgatando e reconstruindo a história e a tradição do povo e da cultura negros, de maneira que possa redescobrir sua identidade e elevar sua estima.
Embora haja muitas correntes na teologia negra, a maioria dos proponentes afirma o argumento de Cone de que suas tarefas essenciais são formar uma nova compreensão da dignidade negra, opor-se ao racismo branco, eliminando-o por fim (…). Sendo assim, a teologia negra é teologia engajada, que tem um compromisso com a melhoria da condição dos negros e que está travando uma batalha consciente contra o racismo branco.4
Dessa maneira, a Teologia Negra vai trabalhar em dois níveis de libertação: da opressão social dos brancos e da consciência individual dos negros.
A TEOLOGIA NEGRA
Sendo a Teologia Negra uma forma de teologia de libertação, a grande questão em evidência é a salvação e, salvação em teologia, está relacionada à cristologia. Ou seja, é a leitura da pessoa e da obra de Jesus Cristo que vai dar base à Teologia Negra. A evidência que os evangelhos dão a um ministério de Jesus Cristo voltado para os fracos e oprimidos de sua época, vão sustentar a posição teológica negra de que a salvação é algo para ser experimentado na vida presente e não apenas num futuro distante. Neste ponto, aparentemente, parece não discordar da teologia tradicional que também consente numa salvação de vida para o presente, embora esta seja primordialmente uma experiência espiritual. Para a teologia negra, a salvação é mais do que isso, ou talvez nem isso, mas, assume dimensões sociais.
O evangelho conforme pregado pelos brancos não é capaz de responder às necessidades sociais dos negros. A salvação espiritual, conforme a teologia tradicional, só é capaz de garantir uma vida espiritual eterna para o futuro e nada mais. Entretanto, o conceito de futuro para a teologia negra é emprestado da teologia da esperança de Jürgen Moltmann que diz, em síntese, que o futuro já é.5 A esperança (futuro) está relacionada com o presente como meio de transformar a realidade. Outro teólogo que irá contribuir para o pensamento teológico negro é Dietrich Bonhoeffer, com sua teologia secular de uma igreja voltada para o mundo.6 Então, a salvação tem que assumir formas significativas na vida presente. O termo salvação, inclusive, é substituído pelo termo libertação. Foi para isso que Jesus Cristo veio e para isso que lutou: para proclamar libertação aos cativos e pôr em liberdade os oprimidos, numa citação de Isaías 61.
…os teólogos negros argumentam que considerar que a salvação tem uma conotação exclusivamente “espiritual” é truncar irresponsavelmente o seu significado; pelo contrário, dimensões econômicas, políticas e sociais também são inerentes ao conceito.7
A salvação é dizer: “Acredito na luta revolucionária que Jesus, o Messias negro, iniciou. Acredito no sacrifício que ele quis fazer. Acredito que é necessário que eu empenhe toda a minha vida na luta do povo negro contra a opressão de um situação estabelecida pelo inimigo branco. Acredito que devo estar totalmente envolvido nesta luta. Não há outro meio de salvação.8
O verdadeiro significado da pessoa e obra de Jesus Cristo está no fato de que veio para oferecer libertação da condição humana presente. É neste ponto, que a teologia negra vai se identificar com o ministério de Jesus Cristo e se distanciar dos conceitos cristológicos da teologia tradicional. O exemplo de Jesus Cristo e não uma reflexão sobre sua pessoa e natureza é o que deve inspirar a Igreja.9 Na verdade, a teologia negra não consegue ver, nem aceitar o Jesus Cristo conforme pregado e vivido pelos brancos, porque todo o processo de opressão do povo negro na história através da escravidão e do racismo teve o consentimento da igreja institucional.
As pesquisas históricas de G. S. Wilmore indicam que desde os primórdios dos negros na América do Norte, distorções deliberadas do cristianismo foram perpetradas de tal modo que o cristianismo não alterasse o relacionamento existente entre o senhor e o escravo mas, pelo contrário, sancionasse a situação existente.10
Daí, a necessidade de se rever a teologia presente que na prática,11 não condiz com o caráter do Jesus bíblico. A salvação, então, não se encontra na aceitação da pessoa de Jesus Cristo, mas na identificação com o seu ministério terreno de libertação. Sendo assim, assume uma dimensão muito mais social do que espiritual. Enquanto a salvação foi encarada como um aspecto de decisão espiritual, nada ou pouco produziu em termos sociais. Os indivíduos supostamente salvos (e brancos) não produziram uma sociedade melhor.
A verdadeira salvação deve se manifestar na transformação social e na mudança de consciência. Para que isso ocorra é necessário poder. Daí, os termos Poder Negro e Branco. Nathan Wright Jr., teólogo negro, define o conceito de poder:
Tornar-se o que cada um deve ser exige a presença, a constituição do poder. Há séculos, Aristóteles disse o que, desde então, se tornou a expressão mais clássica do destino humano. Ele declarou que o que uma coisa será, ela é, seja um cavalo ou um homem. O ingrediente não enunciado que ele supôs era a presença do poder. Todos os homens precisam do poder de tornar-se, de vir a ser. Com efeito, as palavras gregas que significam poder (bia) e vida (bios) refletem a inter-relação essencial de poder e vida. O poder é básico para a vida. Sem poder a vida não pode tornar-se o que ela deve ser.
Para dar a resposta devida ao problema humano, as instituições que se interessam pelos últimos fins sociais devem ser instituições que produzam poder. Devem produzir o poder ou se tornarem capazes de tal, facilitando o crescimento humano na auto-direção para seu florescimento e realização. Ao contrário, qualquer força que cria dependência ou que limita o progresso auto-dirigido para a maturidade e auto-suficiência, complica o poder humano. Ela desvirtua a condição humana e subverte a finalidade divina do crescimento humano.12
O poder, conforme o conceito teológico negro, é o instrumento capaz de levar a vida à realização plena. O poder necessário à transformação social é aquele que advém das instituições que governam a sociedade. Por isso, o Poder Negro reivindica a posição do Poder Branco. Nas palavras de Wright Jr., o Poder Branco criou dependência, limitou o progresso, a auto-suficiência, desvirtuou a condição humana e subverteu a finalidade divina do crescimento humano, principalmente no que diz respeito aos negros. O Poder Branco, conforme já foi dito, está com a consciência corrompida. Essa corrupção é vista pela Teologia da Libertação nos sistemas capitalistas de governo, enquanto a Teologia negra a vê no racismo branco.
A partir daí, o Poder Negro se vê como povo escolhido de Deus com missão específica de libertação da sociedade, das suas estruturas corrompidas, numa clássica leitura contemporânea da história do povo de Israel narrada nas páginas da Bíblia. Assim como Deus se identificou com os povos oprimidos do mundo antigo através da nação de Israel, no século XX, o povo negro simboliza essa identificação no presente.
Esse poder reside no homem e é um dom de Deus. Portanto, a mudança de consciência de que fala a Teologia Negra, nada tem a ver com o conceito teológico tradicional de regeneração, antes é uma afirmação da própria existência, um descobrir de identidade.
O homem é visto como quem assume a responsabilidade consciente pelo seu próprio destino. Este modo de entender fornece um contexto dinâmico e alarga os horizontes das mudanças sociais desejadas. Nesta perspectiva, exige-se o desdobrar de todas as dimensões do homem – um homem que se faz a si mesmo no decurso da sua vida e no decurso da história. A conquista paulatina da verdadeira liberdade leva à criação de um homem novo e de uma sociedade qualitativamente diferente.13
A Teologia Negra é uma ferramenta de conscientização do que significa ser negro. A volta às origens do povo e cultura negros e o resgate da própria história vão contribuir para mostrar que o negro não veio ao mundo para ser escravo. O termo negritude é muito aplicado no sentido de negar toda imposição branca, seja ela teológica, cultural, etc.
Então, o conceito de salvação para a Teologia Negra nada mais é do que libertação de consciência do indivíduo e libertação de estruturas sociais opressoras. Não há graça. A salvação ou libertação envolve uma participação na luta social e tem que ser conquistada. O problema do homem é extrínseco e não intrínseco, caso fosse o contrário, a história da humanidade seria diferente. O pecado é visto como sendo de natureza estrutural e não essencial, sociológico e não ontológico.
O PENSAMENTO BATISTA E A TEOLOGIA NEGRA
Seria possível falar em uma Teologia Negra Batista? Há dificuldades em conciliar os dois pensamentos teológicos devido a hermenêutica que ambos empregam. A hermenêutica batista baseia-se numa análise histórico-gramatical oriunda da Reforma Protestante, enquanto a hermenêutica da Teologia Negra se vale do método histórico-crítico oriundo do Liberalismo. O choque entre os pensamentos vai se dar principalmente na maneira como entendem o conceito de liberdade.
O pensamento batista até concorda com a proposição de que o homem tem responsabilidade suficiente para assumir o seu próprio destino, mas não vai tão longe como o pensamento negro que chega atribuir a ele a própria conquista de sua liberdade. Para o pensamento batista, o homem é capaz apenas de responder, de forma positiva ou negativa, a liberdade oferecida por Deus na pessoa de Jesus Cristo, enquanto o pensamento negro é tipicamente humanista, no sentido que o homem não depende de ninguém além de si mesmo para conquistar a sua salvação.
…o homem é competente para “optar pela salvação ou pela perdição da sua alma”. Ele não o é “para salvar-se a si mesmo”, uma vez que “Cristo é o único Salvador”. No entanto, “é competente para aceitar ou rejeitar esse mesmo Salvador”.14
Na verdade, um dos aspectos que confere dignidade ao homem e que, pressupõe-se ser oriundo de sua imagem e semelhança de Deus, é a sua liberdade de escolha e ambos os pensamentos concordam nisso. Entretanto, para o pensamento batista essa liberdade derivada de Deus só pode realizar-se plenamente nele através de Cristo ao passo que, para o pensamento teológico negro, basta que esta liberdade seja afirmada existencialmente.
A diferença aqui é devido principalmente à questão do pecado. Para os batistas, tal questão está bem clara e definida. De fato, o pecado afetou a natureza humana corrompendo sua liberdade de escolha de maneira que, após a queda o homem é propenso à escolhas erradas. Já a Teologia Negra despreza a questão e segue a linha das demais teologias de libertação, que têm sua base na teologia liberal com um forte otimismo na ascensão do homem para o bem.
No que concerne a questão Igreja e Estado, o pensamento batista é claro em definir a liberdade na base da separação entre as duas instituições. A liberdade do homem pressupõe esta separação. O Estado não tem o direito e nem pode interferir no aspecto religioso da vida humana, devendo apenas garantir o livre exercício da liberdade religiosa. Da mesma forma, não cabe à Igreja interferir nos assuntos do Estado, devendo submeter-se a ele no que tange ao cumprimento das leis civis.
Ambos, Igreja e Estado são instituições estabelecidas por Deus, porém com missão distinta e assim, devem cooperar mutuamente entre si. Apesar de defender uma igreja que seja sal e luz e perpetre toda a sociedade com a mensagem do evangelho, a verdade é que esse conceito de separação entre Igreja e Estado acabou por levar a nenhum envolvimento político por parte dos batistas, à alienação das questões sociais e até mesmo à repugnância por assuntos desse tipo. Nesse ponto, o pensamento teológico batista, como o pensamento evangélico em geral, se tornou passivo e mero espectador dos acontecimentos.
Do outro lado, dizer que o pensamento teológico negro defende uma união entre Estado e Igreja, talvez seja “forçar” um pouco, mas não se pode negar que sua forte ênfase num engajamento político-social deixe isso subentendido. O próprio histórico da Teologia Negra dá a entender que esta é derivada do Poder Negro que é um movimento sócio-político-econômico; a salvação vista sob a ótica de uma libertação da opressão de estruturas sociais e a igreja como importante meio de propagar essa salvação, também ajudam nessa compreensão; não há uma crítica aberta por parte dos teólogos negros ao fato histórico da igreja ligada ao Estado, antes, as acusações restringem-se a omissão e a permissão da igreja quanto ao aspecto da escravidão.
A diferença entre as duas perspectivas se deve ao conceito de reino de Deus. De um lado, o pensamento batista crê num reino de Deus instaurado por Jesus no coração do homem e que se concretizará na sua volta, ao passo que o pensamento teológico negro vê o reino de Deus como uma transformação da sociedade presente, contemporânea. A revolução para o primeiro se dá no interior do homem, paulatinamente, enquanto para o segundo acontece no exterior, radicalmente. Daí, as diferenças de posturas entre as duas teologias, sendo uma passiva e outra ativa.
Podemos ver, então, que teologicamente há um abismo entre os dois tipos de pensamentos. Redefinir o conceito de liberdade é, em ambos os casos, redefinir praticamente toda a teologia. A Teologia Negra tem seu papel importante e levanta questões fundamentais para as quais a teologia tradicional não estava voltada. Mas, no afã de buscar soluções para a experiência negra comprometeu demais as verdades reveladas na Bíblia.
Os aspectos políticos e sociais são importantes e a missão da Igreja, de alguma forma, deve se estender até eles, porém, sem nunca prescindir da sua missão espiritual que é primordial e prioritária, uma vez que a raiz do problema do ser humano é espiritual. Um diálogo entre as duas teologias não deixa de ser interessante, onde cada uma pode contribuir com a outra na avaliação desse conceito de liberdade. Se deve e pode haver uma conciliação entre teologia batista e teologia negra, talvez esta se dê mais no âmbito da eclesiologia. Ou seja, a maneira como as verdades teológicas são traduzidas para prática litúrgica e do discipulado devem preservar a cultura de cada povo. Sendo a liberdade do indivíduo um princípio batista, o negro batista tem todo o direito de celebrar e viver essa liberdade na linguagem que lhe é própria e que melhor lhe identifique.
CONCLUSÃO
As questões levantadas em geral pelas teologias de libertação mostram o perigo de uma fé que não é expressa de forma adequada com aquilo que diz ser a verdade. Também que o homem está buscando constantemente respostas para os problemas de sua existência. Nas palavras do apóstolo João, a verdade permanece na Igreja e com ela estará para sempre. Entretanto, essa verdade é manifesta em amor.15 O Dr. Russell Shedd, faz uma avaliação interessante sobre o impacto das teologias de libertação:
Seguramente, a atração desta teologia moderna, tanto para católicos como para protestantes ecumênicos, deve-se precisamente ao fato de que os evangélicos não apresentam um modelo de amor prático que impressione este mundo chamado “cristão” que é a América Latina.16
Mais que um desafio apologético, as teologias de libertação reclamam da verdadeira Igreja de Cristo uma postura que de fato expresse o amor cristão. Da mesma maneira que a Igreja não deve abrir mão das verdades centrais da fé cristã, é certo que não pode, de forma alguma, prescindir de uma práxis que seja resultante dessas verdades. Na realidade, tem custado caro ao evangelho de Cristo todas as vezes que, na história da Igreja, se tem separado o elemento fé (conhecimento) do elemento amor (prática).
BIBLIOGRAFIA
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WILMORE, Gayraud S./CONE, James H. Teologia Negra. Trad. Euclides Carneiro da Silva. SP: Paulinas, 1986.
1 Não se pode em absoluto duvidar de que a Teologia Negra nos Estados Unidos, particularmente como ela é realizada no Projeto da Teologia
Negra, tenha sido influenciada pelo trabalho dos teólogos da libertação da América Latina. Gayraud S. WILMORE/James H. CONE. Teologia
Negra. Trad. Euclides Carneiro da Silva. São Paulo: Paulinas, 1986 – p. 17.
2 Gayraud S. WILMORE/James H. CONE. Op. cit. p. 42
3 Gayraud S. WILMORE/James H. CONE. Op. cit. pp. 30-31.
4 CRUZ, V. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. Ed. Elwell. Vol. III. São Paulo: Vida Nova, 19 (?) – pp. 491-492. 
5 Ver a análise da Teologia da Libertação por Harvie CONN in Teologia Contemporânea. Ed. Stanley GUNDRY. Trad. Gordon Chown. São Paulo: Mundo Cristão, 1987 – p. 292 e 298.
6 Ibid. p. 292.
7 CRUZ, V. Op. cit. p. 492.
8 Albert B. CLEAGE in Não Desperdicemos o Espírito Santo. Gayraud S. WILMORE/James H. CONE. Op. cit. p. 210. Grifos do autor deste trabalho.
9 LOPES, Augustus Nicodemus. A Hermenêutica da Teologia da Libertação: Uma análise de Jesus Cristo Libertador, de Leonardo Boff. Fides Reformata, Vol. III, No. 02. São Paulo: Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, 1998 – p. 85.
10 CRUZ V. Op. cit. p. 492.
11 A palavra grega práxis se torna chave para as teologias de libertação. Significa fazer, agir, praticar ou exercitar uma arte, uma ciência ou habilidade. Na teologia da libertação, o termo é usado para o engajamento sócio-político da igreja em favor dos pobres e oprimidos. Augustus Nicodemus LOPES. Op. cit. p. 71. 
12 Nathan Wright Jr., in Poder Negro: Oportunidade Religiosa. Gayraud S. WILMORE/James H. CONE. Op. cit. pp. 60-61.
13 GUTIÉRREZ, Gustavo citado por Harvie CONN in Teologia Contemporânea. Ed. Stanley GUNDRY. Trad. Gordon Chown. São Paulo: Mundo Cristão, 1987 – p. 278.
14 WATSON, S. L., citado por Israel Belo de AZEVEDO in A Celebração do Indivíduo. A formação do pensamento batista brasileiro. Piracicaba: Editora Unimep; São Paulo: Exodus, 1996 – p. 236.
15 II João 2,3.
16 SHEDD, Russell P. Teologia da Libertação. Harvie CONN/Richard STURZ. São Paulo: Mundo Cristão, 1984 – p. 06.

PUBLICADO POR FIRMA PRODUÇÕES 

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