Uncategorized

Entrevista com DJ Branco sobre o curso Jovens em Mobilização



Promovido pelo núcleo Omidudu em parceria com a SEDES contempla lideranças comunitárias de Salvador

DJ Branco lidera o Programa Evolução Hip Hop na rádio Educadora e administra o CMA Hip Hop
DJ Branco lidera o Programa Evolução Hip Hop na rádio Educadora e administra o CMA Hip Hop
Por Jaqueline Barreto/Da Redação do Portal Omidudu
O que significa o Projeto Jovens em Mobilização?
É um curso que tem como objetivo formar novas lideranças comunitárias para que essas lideranças atuem na sociedade. A juventude negra fica excluída das políticas públicas. Essas lideranças deveram atuar de formar a lutar por uma melhoria na qualidade de vida da população onde elas circulam. Então, esse projeto é inovador porque vai formar um novo quadro de atores políticos na sociedade para provocar novas criações de políticas públicas para o desenvolvimento da comunidade negra na Bahia.
De acordo com sua avaliação sobre a comunidade negra baiana, ela precisa de mais líderes comunitários?
Precisamos de novos atores, de novos agentes que estejam somando nas lutas da nova formação da sociedade brasileira, que possam ajudar a transformar um pouco da realidade. É o que a comunidade negra está precisando. Porque os que estão exercendo no momento, estão contribuindo para a luta , mas precisam de mais força. E esse curso vem para fortalecer essa luta da comunidade negra baiana.
Você acha que essa atuação em comunidades, que estão historicamente abandonadas pelo Estado, é uma forma de tentar minimizar um pouco essa exclusão social que tanto atinge a população negra?
Se não temos um trabalho de base na comunidade, não ajudamos a desenvolver o país socialmente, culturalmente e economicamente. A comunidade da periferia, de baixa renda, é maioria nesse país. Então, se fizermos um bom trabalho de conscientização, de mobilização, de formação dentro dessa comunidade, essa população que historicamente foi excluída pela sociedade racista, machista, capitalista, homofóbica e opressora, acaba fortalecendo sua força, sua luta. Por isso, temos que fazer um trabalho de base. Para que eles possam lutar pelos seus direitos, reivindicar e ajudar os que são maiorias nesse país.
Então a comunidade vem como foco desse Projeto?
A comunidade vem como principal foco desse projeto. Ela deve ser diretamente protagonista e ser beneficiada por essas ações de políticas públicas da Bahia e do Brasil.
---
Qual a importância da comunicação comunitária nesse contexto?
Temos grupos que nascem com o objetivo de mudar a comunidade a partir da comunicação. Então, o tempo todo estão se comunicando através da arte que é um forte instrumento de mobilização e conscientização. As rádios comunitárias são outros exemplos. Quase todas comunidades têm uma rádio. É uma forma de comunicação do povo para o povo, para falar sobre suas necessidades. Não necessariamente precisamos da mídia para expor nossos problemas, nossas ações. A própria comunidade cria seus instrumentos de comunicação. Essas comunidades se apoderam da tecnologia, da internet, Orkut, e das convencionais faixas, grafites, etc.
Os meios alternativos falam do olhar da própria comunidade. Diferente da grande mídia que tem um olhar estereotipado?
Esses meios alternativos não reproduzem os estereótipos. Eles falam a partir da necessidade de um povo. Por isso, não têm como veicular notícias distorcidas, informações que não são verídicas, que não têm conteúdo. Por isso, a comunidade em si se comunica 24 hrs por dia.
No decorrer do curso, quais serão as estratégias e metodologias que vão ser utilizadas no processo de formação desses alunos ?
A primeira estratégia é entender que temos uma missão a cumprir. A segunda é passar para essa juventude que existe uma outra possibilidade de vida, que alternativas existem. Dizer para esses jovens que eles são capazes de produzir. Ser um médico e entrar numa universidade. Assim, o Curso vem com um módulo de formação política, com oficinas de capacitação e linguagens de comunicação. Portanto, após a conclusão do Curso, essas lideranças comunitárias deverão reivindicar seus direitos, ajudar no combate ao racismo, etc. O Curso em si não é de capacitação profissional e sim, formação política.
Eles vão produzir produtos comunicacionais ?
Os produtos que esses jovens vão produzir é com foco em projetos comunitários, campanhas e seminários. Tudo que sirva para diminuir a desigualdade social. Porque existem muitos cursos de capacitação profissional que fazem jornais impressos e documentários, mas, na essência, não têm um conteúdo político nos cursos. Eles já iniciam com esse propósito de produzir um documentário, mas só isso não basta. O jovem tem que entender o conteúdo dos documentários, a base política e social .
fonte: www.nucleoomidudu.org.br

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s